Encontro será realizado no Auditório da UFT, das 19h às 22h30, com foco no fortalecimento do Sistema Municipal de Cultura e na construção de diretrizes para a próxima década.
A cidade de Porto Nacional recebe na quarta-feira, 10 de junho, das 19h às 22h30, no Auditório da Universidade Federal do Tocantins – UFT, no Centro, o Fórum Regional de Cultura de Porto Nacional. A iniciativa é realizada pelo Comitê de Cultura no Tocantins, em parceria com a Secretaria Municipal da Cultura, Turismo e Esporte de Porto Nacional, e reunirá artistas, produtores culturais, fazedores de cultura, gestores públicos, conselheiros, representantes de coletivos, instituições e a comunidade interessada na construção das políticas culturais do município.
Com o objetivo de traçar as diretrizes culturais para a próxima década, o Fórum Municipal de Cultura surge como um marco histórico para Porto Nacional, especialmente por ter como propósito central colocar em pleno funcionamento o Sistema Municipal de Cultura – SMC, instrumento fundamental para organizar, fortalecer e democratizar a gestão cultural no município.
A proposta é promover um espaço de escuta, diálogo e pactuação coletiva, reconhecendo a diversidade cultural de Porto Nacional e a importância da participação social na formulação das políticas públicas. Durante o encontro, serão debatidos temas estratégicos para a cultura local, como planejamento, financiamento, participação social, descentralização das ações culturais, valorização dos territórios, fortalecimento dos segmentos artísticos e construção de mecanismos permanentes de gestão.
Para o coordenador-geral do Comitê de Cultura no Tocantins, Kaká Nogueira, o Fórum representa uma oportunidade concreta de ampliar a participação da sociedade civil na construção das políticas culturais. “Porto Nacional tem uma história cultural muito potente, com artistas, mestres, grupos, coletivos e manifestações que ajudam a contar a própria história do Tocantins. O Fórum é um momento de escuta e construção coletiva, para que a cultura seja pensada como política pública permanente, com planejamento, participação social e compromisso com o futuro. O Comitê de Cultura chega para somar, fortalecer esse processo e contribuir para que o Sistema Municipal de Cultura funcione de forma efetiva”, destaca Kaká Nogueira.
Segundo a organização, a realização do Fórum também reforça a necessidade de descentralizar as políticas culturais, garantindo que os investimentos e oportunidades não fiquem concentrados apenas em determinados espaços ou segmentos. A intenção é que as ações cheguem de forma democrática aos bairros, distritos, comunidades tradicionais, juventudes, grupos populares, artistas independentes e demais fazedores de cultura.
O diretor de Cultura de Porto Nacional, Neto Ayres, ressalta que o Fórum será decisivo para organizar as prioridades do setor cultural no município. “A iniciativa visa, acima de tudo, descentralizar as políticas públicas culturais, garantindo que os investimentos, projetos e ações cheguem de forma democrática a todas as regiões, bairros e distritos da cidade. Queremos ouvir quem faz cultura em Porto Nacional, compreender as demandas reais dos territórios e construir diretrizes capazes de orientar a política cultural pelos próximos anos”, afirma Neto Ayres.
A realização do Fórum Municipal de Cultura também dialoga com o fortalecimento do pacto federativo da cultura, alinhado às políticas públicas nacionais que incentivam a criação e efetivação dos sistemas municipais, planos de cultura, conselhos e fundos específicos para o setor. A expectativa é que o encontro contribua para consolidar instrumentos de gestão capazes de garantir continuidade, transparência e participação popular nas decisões sobre os rumos da cultura portuense.
Além de sua relevância histórica e patrimonial, Porto Nacional possui forte presença de artistas, grupos populares, manifestações tradicionais, coletivos culturais e iniciativas comunitárias que atuam na preservação da memória, na formação de novos públicos e na valorização das identidades locais. O Fórum busca reconhecer essa potência e transformá-la em base para políticas públicas mais estruturadas, inclusivas e territorializadas. O evento é aberto à toda comunidade.
Fonte: Cinthia Abreu
